quarta-feira, 30 de setembro de 2015

É GREVE! Porque nós MERECEMOS mais!

O BANCO DE MERCADO RESSUSCITOU O ESPÍRITO PÚBLICO?
Toda campanha salarial a direção do Banco do Brasil resolve ressuscitar o espírito público que passa adormecido o ano inteiro.
Não é com os que dependem das políticas públicas que eles estão preocupados. Mas com as vendas, com a atividade negocial!
É que eles sabem que, mesmo com os canais alternativos, ainda somos nós, funcionários do Banco do Brasil, que fechamos vários negócios nas agências, presencialmente, ou por telefone, por meio da “oferta ativa”. Nós somos um Banco forte de varejo.
Tanto é que os gerentes de relacionamento são demandados para ocupar postos de telefonia dentro de suas unidades de trabalho cotidianamente, “baixar as listas de contato” e atender as “metas desafiadoras” dos 3 “R”s: RS, RCT e RSP.
Ops... Mas também tem Pacote de Serviço, Captação, Saldo Poupança. E – claro – a Inadimplência!!!
E quem vai resolver os problemas dos clientes? Nós também!!!

SOMOS NÓS QUE SUAMOS A CAMISA QUE VESTIMOS
É exemplar a dedicação de cada colega no dia-a-dia de nosso trabalho. Contudo, não é com parceria que somos tratados.
Nós somos vistos como parceiros apenas na hora da “entrega”. Somos parceiros para entregar o resultado. Mas não somos parceiros para usufruir desse resultado.
Não se trata apenas de PLR. Hoje, os níveis salariais pagos pelo Banco do Brasil não recuperam as perdas históricas da categoria. Isso impacta diretamente no orçamento familiar e nos torna dependentes das funções gratificadas e comissionadas que, após desconto de IR, INSS, FGTS, PREVI, CASSI (só para falar dos descontos ordinários), nem sobra tanto assim.
E mesmo com altos lucros alcançados por nós, tudo o que o Banco tem a oferecer é um reajuste de 5,5%!
Aceitar essa proposta é aceitar agora uma defasagem em nossos salários. Com os preços de serviços e mercadorias aumentando, nosso salário encolherá! Este é o resultado!

E ADIANTA LUTAR? ADIANTA FAZER GREVE?
Nesse momento é uma queda de braço. Nossa categoria pediu um reajuste, melhoria do Plano de Cargos e Remuneração, fim da lateralidade, isonomia, condições de trabalho, solução para a CASSI, entre outras.
O Banco não ofertou nada além dos 5,5% e abono.
Até agora foram meses nas tais mesas de negociação permanente. E sabe por que não se avançou nessas mesas permanentes de negociação?
Por um motivo simples: Não havia pressão sobre a direção do Banco!
Este é o momento da pressão!
Quem não fizer greve, contará para o cálculo do patrão. E jogará contra os colegas, todos os colegas, contra os que estão em greve, e contra eles mesmo que não estão em greve. Nos tornará mais fracos e o patrão mais forte.
É difícil? Já foi mais difícil quando a greve nem direito era para os trabalhadores e trabalhadoras. É hora do coletivo, é hora de dar as mãos. Só há dois lados agora: O dos patrões e o nosso.
O jogo do patrão é nos dividir para nos enfraquecer. O nosso é o de nos unirmos. Sabendo que, nos momentos mais difíceis, quando precisarmos de qualquer direito, não serão as promessas do patrão que nos servirão de salvaguarda e proteção, mas os direitos conquistados coletivamente.

OS DISCURSOS DO PATRÃO
Não é nosso gestor imediato que negocia nossos direitos, mas eles são utilizados para reproduzir o discurso oficial da direção do Banco, além de serem pressionados para manter nas unidades um contingente cada vez maior de colegas para derrotar nossa greve. E outros porque são mais realistas que o Rei.
Aqui são alguns exemplos de discursos apresentados nas unidades:
“Eu também já fiz greve... Na minha época, a gente parava banco privado...”
“Os bancos públicos são quem pagam o pato, porque os bancos privados ficam fazendo negócio”
“Não adianta. Já está tudo acertado”
“Não é pra lutar por aumento. O importante são condições de trabalho”
Todos estes discursos utilizados com o único fim de tentar “convencer” os trabalhadores de agirem contra os seus próprios interesses.
Porque se não aderimos a greve, é que não vai mesmo melhorar as condições de trabalho, não vai adiantar, e quem vai “vai pagar o pato” somos nós.
O único momento que temos o ano inteiro para mostrar nossa discordância com a atual política do Banco é agora. Porque no ano inteiro nos é dito que as decisões são em nível estratégico. E a nós cabe apenas executá-las, cumpri-las.

O ASSÉDIO
            Perguntar em entrevista para comissionamento se um(a) colega faz ou vai fazer greve, além de assédio, é um ato medíocre e covarde de quem não tem profissionalismo e compromisso com valores éticos mínimos.
            No curso de ética promovido pela universidade corporativa do Banco, é alertado que entre os valores da empresa e uma conduta errada de seu gestor ou superior hierárquico, fique com os valores da empresa.
Nossa empresa orgulha-se de cumprir todas as leis e mostra-se como exemplo público de responsabilidade sócio-ambiental. Agir contra estes valores ao condicionar uma nomeação à abdicação de um direito constitucional inalienável é prática gravíssima.
            Não se pode abrir a boca e dizer que é democrático e atentar contra um direito inalienável de nossa jovem democracia: o das liberdades individuais e coletivas, entre as quais, está o legítimo direito para exercício da greve.
            A greve não é um ato individual, mas coletivo. É decidido em assembleia e construído coletivamente. A decisão de fazer greve é sempre coletiva, decidida em espaços coletivos. A de furar a greve é que é individual, muitas vezes por motivos de constrangimento.
            Não consta no TAO e em nenhum normativo como requisito ou indicação para investidura no cargo abdicar de qualquer direito constitucional. E atentar contra os direitos conquistados pela cidadania é digno da mais profunda censura e repulsa.
            O colega afirma: “Mas eu assumi um compromisso com meu chefe de não fazer a greve, já que ele me nomeou”.
            Qualquer compromisso assumido, sob coação, ou impingindo a uma das partes a subtração de um direito legítimo (nesse caso, o direito de greve) é considerado de má fé e, portanto, socialmente nulo.

É GRAVE! É GREVE!
UM POR TODOS E TODOS POR NOSSOS DIREITOS!
Por isso, colega, estamos todos juntos. A hora é de união.  No momento em que os Bancos mais lucram, não podemos aceitar um reajuste inferior à inflação e sequer negociação qualquer questão específica da categoria.
O Banco respondeu com desprezo a nós que suamos a camisa pela empresa. Não apenas vestimos, nós damos nosso completo empenho!
Esta é a hora da direção do Banco reconhecer o nosso valor.
PLR não sustenta meu salário o ano inteiro. Abono é desrespeito. E 5,5% é insulto.
Estamos todos juntos porque nas horas que mais precisamos são os direitos conquistados que serão nossa salvaguarda.

Todos à Assembleia de greve dia 01 de outubro, 19h, na sede do sindicato.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

OS BANCOS NUNCA LUCRARAM TANTO... COM A CRISE

O BRASIL ESTÁ EM CRISE! OS BANCOS NÃO!

Mesmo em meio à turbulência vivida pela economia brasileira e que levará o país a registrar a primeira recessão após a crise mundial de 2009, existe um setor que não deixou de crescer este ano: o bancário.

Enquanto a indústria recuou mais de 6% no primeiro semestre e o comércio registrou a maior queda nas vendas desde 2003, o lucro dos bancos bateu recordes.

Somados, os ganhos dos quatro maiores bancos cresceram mais de 40% no primeiro semestre, na comparação com os primeiros seis meses de 2014.


POR QUE OS BANCOS NÃO ESTÃO EM CRISE?

“Qualquer crise pega a sociedade de forma diferenciada. Os bancos passam por um momento em que o produto que vendem está altamente valorizado. A taxa de juros real de hoje é a segunda mais alta do mundo”, analisou o professor do departamento de economia da PUC-SP Claudemir Galvani.

Sob esse aspecto, mesmo com a crise, os bancos ganham, já que as empresas, por exemplo, vendem menos e precisam de mais capital de giro. “Se não tem capital de giro, [as empresas] vão atrás dos bancos. Além de os juros estarem em alta, a demanda por dinheiro cresce. Quando é ruim para todo o comércio, para a produção, para o consumidor, é bom para os bancos.”

Mas... E a inadimplência?

O risco que as instituições financeiras correm é com a inadimplência. No entanto, as perdas tendem a ser suavizadas pelo custo do dinheiro, que traz embutida essa chance de calote.


“Mesmo com a inadimplência, ele [banco] não perde. Nenhum outro setor da economia tem essa vantagem. O varejo, por exemplo, é mais concorrencial. Não é possível aumentar os custos dos produtos para o consumidor”, conforme explicou o economista.