segunda-feira, 26 de outubro de 2015

GREVE CONTINUA NESTA TERÇA-FEIRA

Por dignidade, nós, bancários do Banco do Brasil, da Caixa e do Banco do Nordeste decidimos por manter nossa greve aqui no Ceará e outros estados.

No Banco do Brasil, a greve continua nos estados de Alagoas, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Pará e Mato Grosso.
Na Caixa, a greve continua nos estados do Acre, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rondônia e Mato Grosso.
É por dignidade.
É por dignidade que nós, por maioria em assembleia, decidimos continuar a greve nos bancos públicos aqui no Ceará, como em outros estados.
A proposta do Banco do Brasil, da Caixa e do Banco do Nordeste era vergonhosa até mesmo para ser chamada de proposta.
A maioria do Comando Nacional e que dirige os maiores sindicatos do país, além do nosso sindicato do Ceará, abandonou completamente a luta por isonomia entre funcionários pré- e pós-98.
Absolutamente nada com relação aos Planos de Cargos e Salários e de Funções foi tratado.
Questões como a FUNCEF, na Caixa, CAPEF, no Banco do Nordeste, e CASSI no Banco do Brasil, também ficaram completamente ausentes da mesa de negociação.
10% mal repõe a inflação e os bancos públicos poderiam oferecer muito mais. E tínhamos força para isso, não fosse o fato da direção do movimento fazer as vezes do patrão.
Lançaram mão de todo artifício, defenderam a presença na assembleia de fura-greves que não aceitariam a decisão soberana da assembleia, falaram de TST, da falta 308, que deve, por obrigação da direção sindical negociar com o patrão. E, no caso dele (patrão) não aceitar a deliberação legítima da categoria, acionar juridicamente. Pois se há algo garantido inclusive juridicamente é que quem decide quando os trabalhadores e trabalhadoras saem de greve ou entram somos nós mesmos num espaço chamado de assembleia.
Esta segunda-feira tivemos um momento muito difícil na Assembleia.  O Comando Nacional mais uma vez, dirigido majoritariamente pela Artban – Articulação Sindical Bancária – grupo político cutista, conseguiu quebrar nossa greve nacionalmente.
Mas vencemos. Em alguns estados mantemos a resistência contra a falta de proposta dos bancos públicos para itens fundamentais de nossa pauta.
Por isso, colegas, é fundamental mantermos nossa greve aqui. E avaliarmos nossas forças ao final do dia.
Há assembleia do Banco do Brasil para hoje dia 27/10, às 17 horas. E da Caixa Econômica dia 28/07.

ATENÇÃO: Todas as faltas devem ser negociadas pelo Comando Nacional, inclusive a de hoje. E foram vários estados os que rejeitaram a proposta, embora sejamos minoria da categoria. Portanto, não volte ao trabalho. Quem decide quando a greve acaba somos nós em assembleia.

domingo, 25 de outubro de 2015

GREVE CONTINUA! REJEITAR A PROPOSTA!

Esta não é uma greve qualquer. Nós estamos tratando e falando de um setor que lucrou e continua a lucrar com a crise(!). Espantoso? Sim. Este é o setor mais vil do sistema capitalista.
É o que mais explora seus trabalhadores (as), submetendo-nos a pressões absurdas (mesmo que num ar condicionado, sua-se muito), práticas de terrorismo com as funções comissionadas, porque sabem que elas significam nosso sustento.
É o Banco do terror, do assédio e da hipocrisia. Fala de ética, mas não assume publicamente que gestores assediam colegas com a promessa de não fazer greve para serem comissionados. Entre outras formas assediantes.
Tira dos mais pobres. Os mais pobres são expulsos dos Bancos para os correspondentes bancários, são os que pegam as maiores filas quando vêm para as agências e ainda têm as maiores taxas de juros para empréstimo pessoal, cartão de crédito e cheque especial.

10 % É SÓ A INFLAÇÃO. 

Só o Banco do Brasil teve, neste semestre, um lucro líquido 60,3% acima do mesmo período do ano passado. Isso em plena crise do sistema capitalista - crise que não fez diminuir os lucros do sistema financeiro, ao contrário.

NOSSA GREVE É CRESCENTE!

Com 21 dias corridos de greve que completará na segunda-feira, todos os dias só aumentam as adesões em todo o país, em todos os bancos e em todos os setores.

OS BANCOS PÚBLICOS NÃO DERAM NADA!

Os Bancos públicos (BB, CEF e BNB) não atenderam nada das questões mais significativas nas mesas específicas.

E ainda foram eles - os representantes dos bancos públicos - que mais dificultaram a negociação o tempo inteiro, especialmente, no momento da compensação das horas.

NEM ABONO. NEM ABANO.
NÓS VAMOS REJEITAR!
TODOS À ASSEMBLEIA!

Nós estamos fazendo uma greve forte e crescente. Os banqueiros não chegaram a apresentar a proposta de 10% "do nada". Eles já calculam o prejuízo com a greve. Eles também se sentem pressionados. O que precisamos é continuar, aumentar a pressão sobre eles.

É possível arrancar mais. É justo arrancar mais! E vamos lutar para arrancar mais!

Compareça às assembleias em todo o país. Não permita que decidam por você. Quem nos explorou o ano inteiro agora precisa saber o poder de nossa força, de nossa pressão.

ANO PASSADO, EM SÃO PAULO, A DECISÃO DA ASSEMBLEIA
FOI POR APENAS 17 VOTOS!
SEU VOTO FAZ DIFERENÇA!
NÃO PERMITA QUE DECIDAM POR VOCÊ!

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

NÃO ACEITAREMOS MIGALHAS!

COLEGA: Fique atento(a) a qualquer chamado de assembleia!!!

É a hora de acertar as contas.

A greve sempre é o momento que temos para cobrar daquele que nos cobra todos os dias: o patrão.

Há tempos não tínhamos uma greve que crescesse tanto ao longo do tempo. Cada dia aumentam as adesões em todo o país, de todos os bancos, em todos os setores e segmentos, comissionados ou não.

O Banco do Brasil, a Caixa Econômica e o Banco do Nordeste continuam utilizando o discurso de "cumprimento e aceitação" da Mesa Única para evitar debater as questões específicas e apresentá-las tão somente após encerrada a Mesa da Fenaban, num completo desrespeito com a categoria bancária.

Antes do PT chegar ao governo federal, pela primeira vez, em 2002, tudo nos era prometido, os discursos eram os mais generosos. Os mesmos que faziam o discurso de reposição de perdas de FHC (governo que viria a acabar), mudaram progressivamente o seu discurso desde "pedir tempo e paciência" até assumir o discurso de que não temos perdas e o que se discute agora é "ganho real". Sindicalistas cutistas abandonaram a reivindicação das perdas salariais e até destacaram alguns de seus membros dirigentes para implantarem a política de mercado dentro destes bancos.

Portanto, direto ao ponto: A negociação não acaba com a mesa da Fenaban. No caso dos bancos públicos, quando acabar a da Fenaban, aí é que as negociações começam de verdade nas mesas dos Bancos Públicos.

Aqui, então, um recado: Não aceitaremos migalhas de quem encheu os cofres e nos explora todos os dias. Não aceitaremos a primeira proposta do governo, se não contemplar aumento dos interstícios em nossos Planos de Cargos e Remuneração, a fim de representar um avanço real na progressão da carreira.

É preciso também acabar com a lateralidade no Banco do Brasil e pagar aqueles e aquelas que substituem os colegas no exercício da função. E atender as demais questões específicas da Caixa Econômica, Banco do Brasil e Banco do Nordeste.

Por fim, NÓS NÃO ESQUECEMOS: Licença-prêmio e Anuênio é uma luta viva ainda dos funcionários pós-98. Ainda que saiam todos os que entraram antes de nós, queremos resgatar um direito que é da categoria, foi retirado por FHC e que nem Lula, nem Dilma restabeleceram.

Portanto, não é só 16%. A conta é bem maior! E nós vamos cobrar AGORA!

terça-feira, 20 de outubro de 2015

QUANTO VALE UM GERENTE?

Com os anos de FHC, nós tivemos perdas salariais seguidas até hoje não recuperadas. E as promessas de que, num governo do PT, nós recuperaríamos estas perdas, foram abandonadas quase que de imediato pelas próprias direções sindicais.

O resultado disso, dentre outros, é que garantiu à direção da empresa utilizar do instrumento do comissionamento para pressionar os funcionários.

Com aumentos pouco acima da inflação, sem recompor perdas históricas, as funções comissionadas passaram a ser a forma como colegas viram para ter um salário maior.

O Banco, percebendo isso, astuciosamente utilizou destas funções para pressionar, assediar, através de diversos instrumentos. Um deles é a individualização das metas. Cada gerente tem de responder por metas cada vez maiores de sua carteira.

E se fossem "só" as vendas de produto(S)? ProdutoS, no plural, com "S" maiúsculo, dado o enorme e diversificado portfólio que abrange crédito, aplicação, seguridade... Como se já não fossem um grande desafio as diversas estratégias que estabelecemos para atingir tais metas, nós sabemos que o papel do(a) gerente não vai até aí apenas. Também é preciso cuidar da inadimplência, resolver reclamações e demandas diversas dos clientes. E ainda garantir a conformidade de todos os processos até para que não tenha que responder um procedimento interno.

Agora, vem cá. Falando sério. Você acha que seu salário líquido (depois dos descontos oficiais: FGTS, INSS, PREVI, IRPF, CASSI) paga mesmo tudo o que lhe é exigido? Falo do salário já com função e tudo. Líquido. Sem contar com descontos de empréstimos.

Pois é... A gente sabe que não, né mesmo?

Já que há quem adora falar de como somos um Banco muito mais competitivo e lucrativo do que outros bancos públicos, comparemos com a Caixa.

A Caixa Econômica Federal tem um plano de funções incomparavelmente melhor que o nosso para a gerência média e funções comissionadas. Um assistente naquela instituição chega a ganhar o valor de um gerente PF no Banco do Brasil. Um gerente PF lá ganha quase o dobro de um gerente PF personalizado módulo avançado no Banco do Brasil.

O Banco do Brasil paga mal. Muito mal a nós gerentes de relacionamento. E cobra muito, muito. Exige, muito, muito. E ainda quer utilizar a greve como instrumento de chantagem para dar uma comissão?

Há tanta gente assim na empresa com perfil e condições para cumprir tantas exigências e ser tão mal remunerado? Atender todas estas metas e com conformidade?

Nós vimos recentemente a dificuldade que a empresa tem tido para nomear pessoas para a gerência média. Nem se fala no caso de administradores.

Sim. Nós dependemos do Banco, que a empresa vá bem. Mas o Banco também precisa da gente, e muito. Sem nós, ele não dá resultado. Sem os aportes esporádicos de previdência, os títulos de capitalização e seguros de vida anuais e mensais que contratamos, sem os financiamentos imobiliários que conduzimos, sem o nosso profissionalismo.

Está na hora de sabermos quanto valemos. De nos valorizarmos.

Caríssimos(as),

A greve não é pela direção do sindicato, não é por fulano que está fazendo ou deixando de fazer, não é pelo seu gestor.

A greve É POR VOCÊ. E só há um momento de dizer um NÃO. É agora.

O resto do ano você, como cada um(a) de nós, só vai conseguir correr para cumprir o que a empresa lhe pede. Com enorme dedicação e profissionalismo, característica comum a imensa maioria de nossos colegas. Devem haver exceções, como em todo lugar. Mas só confirmam a regra: Nós temos uma grande equipe. Nós somos uma grande equipe.

Mas uma grande equipe também perde. Também é derrotada. O começo da derrota é quando uma equipe, por melhor e maior que seja, não acredita no seu próprio valor.

E aí? Já pode responder? Quanto você vale?

Vale a chantagem disfarçada de promessa para uma futura comissão? Vale a chantagem disfarçada de pergunta se você faz ou não faz greve?

Quem cede a uma chantagem, a um assédio, nunca mais ou muito dificilmente se livra dele.

A melhor forma de responder a uma chantagem é não ceder a ela. E acreditar EM VOCÊ.

Mas saiba mais: Você não está só. Há vários colegas gerentes que já aderiram à greve. Some-se a este time.

É POR VOCÊ. É POR NÓS!
Nós valemos muito mais!
E não acaba agora.






quarta-feira, 7 de outubro de 2015

BB PRAÇA DOS CORREIOS: GERÊNCIA IMPEDE LIVRE EXERCÍCIO SINDICAL

Hoje Ailton Lopes, delegado sindical do Banco do Brasil, da agência Benfica (CE) e Thiago Sabino, delegado sindical da agência Estilo Fortaleza (CE) foram proibidos de entrar na agência Praça dos Correios (CE) do Banco do Brasil S.A. pela administração daquela unidade.
Ailton Lopes é trabalhador concursado do Banco do Brasil desde 2001 e nunca foi impedido de entrar em nenhuma unidade do Banco do Brasil em período de greve para conversar com os colegas que ainda não haviam aderido sobre nosso justo movimento grevista.
Estava acompanhado de outro colega, Thiago Sabino, que assim como ele, também é delegado sindical. Identificaram-se por meio de RG e identidade funcional (crachá) que foram entregues aos vigilantes para levar até o gestor. A administração daquela unidade cujo gerente geral sequer dignou-se a descer para falar com os colegas, disse por meio da gerente de negócios que estava seguindo orientação da Superintendência Estadual do Banco.
Esta informação, por sua vez completamente contraditória, uma vez que, no mesmo dia, os mesmos colegas haviam feito reunião com outros colegas da agência Barão do Rio Branco do Banco do Brasil, onde foram bem recebidos pela administração desta outra unidade.
Diante do absurdo que fere as liberdades democráticas e o livre exercício de atividade sindical e do movimento grevista, amparado pela Lei de Greve LEI Nº 7.783, DE 28 DE JUNHO DE 1989 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L7783.htm), Ailton Lopes e Thiago Sabino foram até a gerência de Gestão de Pessoas (GEPES)-Fortaleza (CE) cujo gestor responsável naquele momento garantiu buscar o restabelecimento do diálogo.
Afirma a lei em seu artigo 6º:
São assegurados aos grevistas, dentre outros direitos:
I - o emprego de meios pacíficos tendentes a persuadir ou aliciar os trabalhadores a aderirem à greve;

II - a arrecadação de fundos e a livre divulgação do movimento.
§ 1º Em nenhuma hipótese, os meios adotados por empregados e empregadores poderão violar ou constranger os direitos e garantias fundamentais de outrem.
§ 2º É vedado às empresas adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho, bem como capazes de frustrar a divulgação do movimento.
§ 3º As manifestações e atos de persuasão utilizados pelos grevistas não poderão impedir o acesso ao trabalho nem causar ameaça ou dano à propriedade ou pessoa.
Ainda nesta mesma tarde do dia 07/10/2015, os colegas dirigiram-se até nosso sindicato e protocolizaram ofício, solicitando a direção de nosso sindicato que possa intervir para resolução deste caso e garantir exercício das liberdades democráticas em pleno século XXI.

No final da tarde desta terça-feira, contudo, a Gestão de Pessoas do Banco do Brasil, alegou que a administração da unidade estava fundamentada na leitura de que a Lei não previa entrada nas agências.
Ora, a lei não apenas não proíbe a entrada, como garante o uso de meios pacíficos para conversar com os/as colegas.
Tanto que em outras agências não soubemos de nenhum problema similar.Nesse sentido, aguardamos ainda que a diretoria de nosso sindicato possa ajudar na intermediação para solução deste impasse.
E afirmamos que não nos calaremos, nem deixaremos de agir no exercício de nosso direito como trabalhador e grevista.
Nossa greve é em favor do conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras, bancários e não bancários. E contra o abuso dos banqueiros que têm lucrado às custas da exploração de nossa população.