É a hora de acertar as contas.
A greve sempre é o momento que temos para cobrar daquele que nos cobra todos os dias: o patrão.
Há tempos não tínhamos uma greve que crescesse tanto ao longo do tempo. Cada dia aumentam as adesões em todo o país, de todos os bancos, em todos os setores e segmentos, comissionados ou não.
O Banco do Brasil, a Caixa Econômica e o Banco do Nordeste continuam utilizando o discurso de "cumprimento e aceitação" da Mesa Única para evitar debater as questões específicas e apresentá-las tão somente após encerrada a Mesa da Fenaban, num completo desrespeito com a categoria bancária.
Antes do PT chegar ao governo federal, pela primeira vez, em 2002, tudo nos era prometido, os discursos eram os mais generosos. Os mesmos que faziam o discurso de reposição de perdas de FHC (governo que viria a acabar), mudaram progressivamente o seu discurso desde "pedir tempo e paciência" até assumir o discurso de que não temos perdas e o que se discute agora é "ganho real". Sindicalistas cutistas abandonaram a reivindicação das perdas salariais e até destacaram alguns de seus membros dirigentes para implantarem a política de mercado dentro destes bancos.
Portanto, direto ao ponto: A negociação não acaba com a mesa da Fenaban. No caso dos bancos públicos, quando acabar a da Fenaban, aí é que as negociações começam de verdade nas mesas dos Bancos Públicos.
Aqui, então, um recado: Não aceitaremos migalhas de quem encheu os cofres e nos explora todos os dias. Não aceitaremos a primeira proposta do governo, se não contemplar aumento dos interstícios em nossos Planos de Cargos e Remuneração, a fim de representar um avanço real na progressão da carreira.
É preciso também acabar com a lateralidade no Banco do Brasil e pagar aqueles e aquelas que substituem os colegas no exercício da função. E atender as demais questões específicas da Caixa Econômica, Banco do Brasil e Banco do Nordeste.
Por fim, NÓS NÃO ESQUECEMOS: Licença-prêmio e Anuênio é uma luta viva ainda dos funcionários pós-98. Ainda que saiam todos os que entraram antes de nós, queremos resgatar um direito que é da categoria, foi retirado por FHC e que nem Lula, nem Dilma restabeleceram.
Portanto, não é só 16%. A conta é bem maior! E nós vamos cobrar AGORA!
Nenhum comentário:
Postar um comentário