sexta-feira, 11 de outubro de 2013

ANÁLISE da Proposta Específica do Banco do Brasil


ANÁLISE da Proposta Específica do Banco do Brasil.

PROPOSTA BANCO DO BRASIL

O site onde se pode ver a proposta específica postada pelo BB é este: http://www.bbnegociacaocoletiva.com.br/#home

 

Inicialmente, cabe logo esclarecer: O Banco do Brasil não extinguiu a LATERALIDADE. O Banco do Brasil não aumentou em nada o interstício das letras A no PCR. O Banco do Brasil não apresentou nada com relação à ISONOMIA dos pós-98 (anuênio e licença-prêmio). E o Banco do Brasil não avançou nada no PISO SALARIAL, com relação à proposta da Fenaban. Inclusive o piso do BRB acaba sendo maior do que o do Banco do Brasil. Enquanto naquele Banco, o piso salarial proposto (cuja proposta foi rejeitada) foi de R$ R$2.250,00, a proposta do Banco, já com a Gratificação Semestral incorporada, fica em torno de R$ 2043.36, ou seja, R$ 206,64 a menos que o do BRB.

 

Ou seja, questões importantes para nós, como PISO SALARIAL, PCR, LATERALIDADE e ISONOMIA foram ignoradas. E ainda a proposta do PLANO DE FUNÇÕES é um absurdo, pois dá um prazo elástico para que o Banco volte a pagar o que já pagava em janeiro, com relação às verbas que remuneram as funções (gratificadas e de confiança). Como analisado abaixo.

 

Plano de Cargos e Remuneração (PCR)

 

Qual o grande problema de não ter avançado em nada no PCR? É que, pelo atual Plano de Cargos e Remuneração, já com o reajuste de 8%, o A1 recebe 2043,36 (CONTANDO COM A GRATIFICAÇÃO SEMESTRAL), e o A 12, ou seja depois de ter passado mais de 30 anos no Banco, receberá R$ 2828,45 no VP + Gratificação Semestral. Ou seja, se o colega se aposentar sem função, é isso que ele receberá por ter passado mais de 30 anos trabalhando no Banco do Brasil. Isso mesmo! Porque mesmo o "adicional" de mérito, caso o/a colega tenha exercido alguma função, demora muuuito para adquirir. No caso de gerente de relacionamento, é R$ 113,13 (já com reajuste) a cada 2 anos!!!

Então, mesmo somado os "méritos", o salário, ao se aposentar, se por qualquer motivo, o colega não estiver na função, será muito aquém do seu merecimento por ter dedicado tanto tempo da vida ao BB.

 

Plano de Funções

Funções de Confiança

JAN/2013 (antes da implantação do novo Plano)

Verbas que remuneravam função (ABF+ATFC) sem a gratificação semestral: 44,34% do VR

Verbas que remuneravam função (ABF+ATFC) COM a gratificação semestral: 50% do VR

 

FEV/ 2013 (com a implantação do novo Plano) – Banco mete a mão em nossas verbas!

Verba que remunera a função (AFC) sem a gratificação semestral: 30% do VR.

Verba que remunera a função (AFC) COM a gratificação semestral: 37,5% do VR.

 

PROPOSTA DO BANCO:

APENAS PARA 09/2016 (daqui a 3 anos):

Verba que remunera a função (AFC): 43,75% do VR (menor do que era em janeiro de 2013).

 

Cabe uma pergunta que ele não deixou claro: Esses 43,75% são COM ou SEM a Gratificação Semestral?

 

Esta pergunta é fundamental porque, não bastasse o Banco estar adiando por três anos para voltar a pagar o que ele pagava antes do plano (sem ressarcir qualquer prejuízo de quem porventura tenha tido – nem todos tiveram prejuízo imediato), É IMPORTANTE RESSALTAR que as verbas que remuneravam a função de confiança, se acrescidas da devida gratificação semestral, antes de fevereiro de 2013, representavam 50% do VR.

Assim, além do Banco dar um prazo de três anos para regularizar a situação, ele ainda não regulariza, pois pagará apenas 43,75% do VR.

 

 

 

Plano de Funções

Funções Gratificadas

JAN/2013 (antes da implantação do novo Plano)

Verbas que remuneravam função (ABF+ATFC) sem a gratificação semestral: 30% do VR

Verbas que remuneravam função (ABF+ATFC) COM a gratificação semestral: 37,58% do VR

 

FEV/ 2013 (com a implantação do novo Plano) – Banco diminui as verbas fixas que remuneravam a função!

Verba que remunera a função (AFG) sem a gratificação semestral: 10% do VR.

Verba que remunera a função (AFG) COM a gratificação semestral: 12,5% do VR.

 

PROPOSTA DO BANCO:

APENAS PARA 09/2016 (daqui a 3 anos):

Verba que remunera a função (AFG): 18,75% do VR (menor do que era em janeiro de 2013).

APENAS PARA 09/2019 (daqui a 6 anos):

Verba que remunera a função (AFG): 25% do VR (ainda menor do que era em janeiro de 2013).

APENAS PARA 09/2022 (daqui a 9 anos):

Verba que remunera a função (AFG): 31,25% do VR (pouco maior do que era em janeiro de 2013 sem a gratificação semestral e menor do que com a gratificação semestral).

APENAS PARA 09/2025 (daqui a 12 anos):

Verba que remunera a função (AFG): 37% do VR (Só agora, DEPOIS DE 12 ANOS, quase iguala o que era em janeiro de 2013 COM a gratificação semestral).

 

Ou seja, são 12 anos que representarão de economia ao Banco, às custas de nosso trabalho e nosso salário!!!

 

Cabe uma pergunta que ele não deixou claro: Essas “readequações” são COM ou SEM a Gratificação Semestral?

 

Esta pergunta é fundamental porque, não bastasse o Banco estar adiando por até 12 anos para voltar a pagar o que ele pagava antes do plano (sem ressarcir qualquer prejuízo de quem porventura tenha tido – nem todos tiveram prejuízo imediato), É IMPORTANTE RESSALTAR que as verbas que remuneravam a função de confiança, se acrescidas da devida gratificação semestral, antes de fevereiro de 2013, representavam 37,58% do VR.

Assim, o Banco estabelece um prazo de DOZE anos para regularizar a situação, pagando só então 37% do VR.

 

Não tendo tratado de questões fundamentais para nós, como extinção da lateralidade, piso salarial, PCR, isonomia, o Banco ainda estabeleceu um prazo, no caso do Plano de Funções,  para voltar a pagar o que já nos era de direito, pois recebíamos até janeiro um valor pelas verbas remuneratórias fixas pelo exercício de função e o Banco diminuiu em fevereiro, com a implantação do novo Plano. Um prazo, que no caso das funções gratificadas, chega a 12 anos.

 

Como os negociadores do Banco não apresentaram nada de novo em relação a questões fundamentais e ainda nada razoável com relação ao Plano de Funções, apresentaram propostas que, apesar de serem conquistas nossas (que só foram conseguidas por causa da greve – não podemos desmerecer nenhuma conquista!), não dão conta do que o Banco pode ofertar e ainda não chega sequer perto da dívida que ele tem conosco.

 

Vejamos:

 

I)       Redução da trava de remoção dos escriturários de 24 meses para 12 meses;

II)     Movimentação transitória para as ausências da gerência média nos casos de licença de saúde, a partir do 1° dia e até 90 dias, nas agências de qualquer nível com até 7 (sete) funcionários;

III)   Cláusula com compromisso do Banco em preencher o número de vagas de caixa executivo existentes na data de assinatura do ACT, priorizando os funcionários que já estejam substituindo há mais de 90 dias e desde que haja interesse pelo funcionário;

 

Estes três itens são questões que, inclusive, já deveriam ter sido resolvidas na tal mesa “permanente” de negociação, inclusive porque são questões que também devem dizer respeito ao interesse da própria empresa.

 

IV)   Elevação da pontuação do mérito para os caixas de 0,5 pontos para 1 ponto por dia de exercício, retroativo a 2006, com pagamento a partir de 1.9.2013;

 

Aqui era necessário incluir a pontuação de mérito para os escriturários e aumentar a pontuação dos demais comissionados.

Para os caixas, a distância também ainda continua grande para ganhar um adicional de R$ 113,14 ao salário. Com a pontuação de 1 por dia, levará 3 anos para conseguir o primeiro adicional. E, ao final da carreira, nem terá chegado sequer à metade da tabela de mérito, pois, para isso, teria que trabalhar 75 anos como caixa efetivo no Banco do Brasil.

 

V)     Cláusula com compromisso do Banco em normatizar internamente a proibição do envio, pelos gestores, de mensagens de texto (SMS) que tratem de cobrança de metas em fins de semana, além da limitação do horário de envio durante a semana;

 

Esta cláusula está pior do que na Convenção acordada com a Fenaban, pois ainda possibilita o envio de SMS cobrando metas. Na Fenaban, a vedação é total!

 

VI)   Compromisso do Banco em normatizar internamente o treinamento dos gestores que não obtiverem desempenho suficiente no RADAR;

VII) Medicação de Conflitos: Compromisso do Banco de agregar a metodologia de ouvidoria existente à metodologia de mediação de conflitos, treinando todos os gerentes de Gepes, analistas que atuam na Ouvidoria e Administradores;

VIII)                      Compromisso de considerar somente os 20 primeiros do TAO para os processos seletivos e nomeações nas unidades do Banco;

IX)   Seleção para gestores, na rede de agências, pelo Programa de Ascenção Profissional, com pré-requisito de não ter demanda de Ouvidoria procedente nos últimos 12 meses, consideradas também as denúncias encaminhadas via “protocolo de prevenção de conflitos”.

 

Estes três itens são questões que, inclusive, já deveriam ter sido resolvidas na tal mesa “permanente” de negociação, inclusive porque são questões que também devem dizer respeito ao interesse da própria empresa. Sendo que o item VIII já deveria ser prática comum.

 

 

X)     Mesa Temática sobre Cassi e Previ com início previsto para 30 dias após a data de assinatura do ACT.

 

É o que não falta. Mesa permanente, temática... Prazo para conclusão de trabalhos? Quais objetivos? Pontos a serem tratados?

 

XI)   3000 contratações de funcionários até 31.08.2014;

 

Necessidade da própria empresa, com a saída de vários funcionários, inclusive.

 

XII) Ajustes no Plano de Funções (Já discutido e demonstrado acima);

XIII)                       Renovação do Acordo Coletivo (acordo marco) sobre CCV por 2 anos, se cláusula de suspensão de ações judiciais por 180 dias;

 

De absoluto interesse do Banco. Pois postergará ainda mais o andamento das ações. Inclusive a do Ceará, que já havia sido ganha em primeira instância e, por decisão apertada em uma assembleia pouco representativa, foi aprovada a CCV com a suspensão das ações. E colegas hoje são orientados a aceitar propostas com, no máximo, 20% do que teriam direito. Sendo que, no caso das ações, o seu direito não terá prescrição, pois já está em curso na justiça.

 

XIV)                      Prorrogação por mais 6 meses da possibilidade de realização de horas extras para os funcionários que aderiram às funções gratificadas, na forma prevista no plano de funções;

 

Interesse da própria empresa nesse serviço. E tenta demonstrar como grande avanço depois de ter imposto um Plano unilateralmente em que reduziu as verbas de todos esses colegas!

 

XV) Reclassificação das faltas de greve realizadas no primeiro semestre de 2013, por conta do Plano de Funções;

 

Um direito do trabalhador/a conquistado historicamente.

 

XVI)                      Realização de mesa temática sobre CABB.

 

Mais outra mesa temática. Novamente sem prazos, objetivos e propósitos claros traçados. Mais uma forma de não assumir nenhum compromisso com relação as reivindicações deste setor, enquanto a categoria se encontra mobilizada.

 

 

Aqui não tratamos dos 6 itens apresentados antes da greve, porque já havíamos nos posicionado com relação ao seu caráter. Itens que igualmente tangenciam as questões centrais, embora importantes, e que já poderiam ter sido fruto das tais mesas permanentes, como a vacina contra a gripe.

 

Com uma greve longa como essa que fizemos, com os resultados fabulosos que nós construímos na empresa, ela pode e deve avançar nos pontos relacionados ao PISO SALARIAL, ISONOMIA, PCR, LATERALIDADE, que sequer foram tocados. E apresentar uma proposta digna com relação ao Plano de Funções, como o retorno imediato do valor que recebíamos em janeiro deste ano pelas verbas que remuneram a função.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

ALERTA GERAL: ASSEMBLEIA AMANHÃ 17 horas no Sindicato


ALERTA GERAL: ASSEMBLEIA AMANHÃ 17 horas no Sindicato

Liguem, enviem SMS, emails, etc! Chamem todos/as para defender nossa luta!

Não é só pelo reajuste! Mas por dignidade, condições de trabalho e todas as questões das mesas específicas!

Nem ainda foi apresentada a “nova” proposta da Fenaban, pois reunião será amanhã às 10 horas, e os Bancos Públicos (BB, CEF e BNB) já agendaram reuniões para logo após, a partir do meio-dia.

Isso não seria nenhum problema, uma vez que os bancos federais já deveriam ter se pronunciado sobre as questões específicas, como isonomia (anuênio, licença-prêmio), Plano de Funções, jornada de trabalho/ponto eletrônico para comissionados (na CEF), Plano de Cargos e Salários, Fim da Lateralidade no Banco do Brasil, entre outros itens.

O que ocorre é que mesmo com relação à proposta de sexta-feira passada, os bancos federais não haviam convocado nenhuma reunião específica.

O que se entende dessa movimentação concomitante, portanto, nesse momento, é de que depois de passar a greve toda enrolando, sem negociar a pauta específica, as direções do BB, CEF e BNB pretendem aproveitar o que seria uma “proposta final” da Fenaban, para encerrar nossa greve sem qualquer avanço significativo na pauta específica.

Este script nós já conhecemos. E não entramos na greve para repetí-lo. Nesse sentido, é fundamental que todos/as vamos às assembleias para rejeitar qualquer proposta que não contemple as pautas específicas e o abono dos dias parados.

Nossa assembleia aqui no Ceará está previamente agendada para as 17 horas.

E os gerentes gerais já teriam sido convocados pela Superintendência a se fazerem presentes à assembleia e ocuparem a primeira fila.

Temos de estar muito atentos, porque tentarão junto com os votos dos gerentes, colegas que furaram a greve e dos colegas de Bancos privados que praticamente só aparecem na assembleia para encerrar com a greve, tentarão, com a soma destes setores, aprovar uma proposta rebaixada e acabar com nossa greve.

Nesse sentido, telefonem, mandem emails. Fiquemos atentos/as e vigilantes.

Nossa greve não é só por reajuste! Mas por dignidade, condições de trabalho, e todas as questões específicas!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A LIÇÃO DOS PROFESSORES!


(...) Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
                                                                          E já não podemos dizer nada.
 
                                                                               No caminho, com Maiakóvski.
                                                                                       Eduardo Alves da Costa

                Temos visto a luta dos professores. Em todos os estados. Aqui mesmo no Ceará. Agora, no Rio de Janeiro, coincidindo com a nossa greve.

                Enfrentando a violência da polícia e um governo sem abertura ao diálogo, que aposta na desqualificação política, no uso da força e na maioria parlamentar de uma Câmara subserviente.

                Estes educadores têm uma carga horária de trabalho das mais elevadas. Após greve, ainda repõem várias horas de aula para recuperarem o ano letivo de seus alunos. Fazem planejamento aos sábados. Corrigem e elaboram provas nos finais de semana e horário de almoço.

                Mas não se intimidam. Apanham da polícia, levam spray de pimenta, vão às ruas e ainda repõem várias horas didáticas. Trabalham e suam pelo país. E são muito mal remunerados.

                Muitos de nós nem somos afetados, pois a maioria de nossos filhos estuda em escolas particulares.

                Mas será que não fica alguma lição para nós?

                Os professores/as, diferentemente de nós, bancários, não causam nenhum impacto econômico direto com sua greve. O patrão deles tem um orçamento muito mais apertado que o dos banqueiros. Por isso, as greves de professores são muito mais duradouras do que as nossas.

                Mas eles/as resistem. Não recuam. Persistem. E nos ensinam a nós e a nação inteira o exemplo que temos de dar aos nossos filhos/as: Nossa dignidade vale mais!

                Se não somos nós capazes de lutar pela nossa dignidade, pelos nossos direitos? Quem o fará? Os políticos? O governo? Os banqueiros?

                Reflita nesse momento. Diante das ameaças do Banco que recebemos o ano inteiro, quanto a descomissionamentos e, agora, até com relação a demissões! Sim. O Banco está buscando uma interpretação jurídica que o legitime a perpetrar demissões imotivadas. Lembrando que já fez isso em tempos nem tão remotos assim!

                Reflita diante de tudo que temos passado o ano inteiro. De nossos míseros salários que nos levam a depender de uma comissão para ter alguma sustentação financeira para nossa família. Submetendo-nos a pressões e, mesmo, a situações constrangedoras por uma prática de assédio que se institucionalizou.

                Você reclama o ano inteiro de uma série de questões. E, agora, nesse momento, não deixe os seus colegas na greve, enquanto você coloca suas questões pessoais acima e acabará por prejudicar a si mesmo e a toda a categoria.

                Não é por 6%, nem por 12%! É pela nossa dignidade, colega! Essa é a hora de nos levantarmos. Essa é a lição que fica!

               

terça-feira, 1 de outubro de 2013

O QUE NOSSOS REPRESENTANTES NO COMANDO DE NEGOCIAÇÃO PRECISAM REVERTER!!!


O QUE NOSSOS REPRESENTANTES NO COMANDO DE NEGOCIAÇÃO PRECISAM REVERTER!!!

(PARTE I)

Aqui, você vai ver um exemplo de como o Banco mexeu nos salários com a implantação do novo Plano de Funções tornando mais distante qualquer aumento salarial na vida do funcionário. E, ainda, como o adicional de mérito é uma peça de ficção, sem acrescentar nada ao seu salário bruto. A menos que você viva muuuuito para trabalhar no Banco do Brasil e, quem sabe, um dia, ter algum “mérito”.

VEJA COMO O BANCO MEXEU NO NOSSO SALÁRIO COM A IMPLANTAÇÃO DO PLANO DE FUNÇÕES!!!

Colega, consulte o seu “Espelho” (contracheque) antes e depois da implantação do atual Plano de Funções (janeiro e fevereiro de 2013, respectivamente) e veja o que o Banco fez com a composição das verbas que remuneram o seu salário e a sua função!

Veja o exemplo abaixo:

ESPELHO DO FUNCI (JANEIRO/2013) – ANTES DA IMPLANTAÇÃO DO ATUAL PLANO DE FUNÇÕES. GERENTE DE RELACIONAMENTO PERSONALIZADO MÓDULO BÁSICO.

a)      VENCIMENTO PADRÃO (VP) =                                                                           1.653,95

b)      ADICIONAL BÁSICO DE FUNÇÃO (ABF) =                                                       1.389,22

c)       ADIC. TEMP. FAT/COMI (ATFC) =                                                                           667,18

SUBTOTAL 1 (a+b+c) =                                                                                           3.710,35

d)      GRATIFICAÇÃO SEMESTRAL (25% DE a+b+c) =                                                 927,58

Subtotal 2 (a+b+c+d) =                                                                                          4.637,93                  

VR= 5.131,20.

Valor de Referência (VR) é o valor que determina o piso da remuneração a ser recebida pelo detentor de uma função. Quando a soma de todas as verbas fixas daquela função (ABF + ATFC), do VP e da GS (Gratificação Semestral) não correspondem ao VR, o Banco então complementa com uma verba complementar, antes do Plano, conhecida como CTVF (Complemento Tempo Var. Func.), e hoje conhecida como Complemento de Função de Confiança.

Como o VR (Valor de Referência) de um Gerente de Relacionamento Personalizado Básico é de R$ 5.131,20, neste caso, o colega em questão, terá uma verba correspondente à diferença (5.131,20 – 4.637,93) para complementar o piso, o que significa R$ 493,27 (antigamente chamada CTVF. Atualmente chamada Complemento Função de Confiança)

 

O QUE O BANCO FEZ COM A IMPLANTAÇÃO DO PLANO?

Alterou a nomenclatura e composição das verbas que remuneram a função.

O QUE ISSO CAUSOU?

O Banco REDUZIU a parte fixa e aumentou a parte complementar.

Vejamos o mesmo caso.

ESPELHO DO FUNCI (FEVEREIRO/2013) – DEPOIS DA IMPLANTAÇÃO DO ATUAL PLANO DE FUNÇÕES. GERENTE DE RELACIONAMENTO PERSONALIZADO MÓDULO BÁSICO.

a)      VENCIMENTO PADRÃO (VP) =                                                                           1.653,95

b)      ADICIONAL DE FUNÇÃO DE CONFIANÇA =                                                    1.539,36
       SUBTOTAL 1 (a+b) =                                                                                                 3.193,31 (antes era 3.710,35 = soma da ABF + ATFC)

c)       GRATIFICAÇÃO SEMESTRAL (25% DE a+b+c) =                                                 798,32 (antes era 927,58 = 25% sobre a soma do VP + ABF +ATFC)

Subtotal 2 (a+b+c+d) =                                                                                          3.991,63    (antes era 4.637,93 – REDUÇÃO TOTAL DE R$ 646,30!)

Veja o que ocorreu: A PARTIR DO SUBTOTAL 1, houve redução porque houve redução na verba remuneratória de função. Antes do Plano, eram as verbas ABF + ATFC (1.389,22 + 667,18), no valor total de R$ 2.056,50. Com o novo plano, a verba que remunera a função é o Adicional de Função de Confiança, no valor de R$ 1.539,36. Portanto, uma REDUÇÃO DE R$ 517,04.

E não pára por aí. Como reduziu-se o Adicional de FC, a gratificação semestral que incide sobre a soma do AFC e o VP também reduziu. Com isso, a GS que era de R$ 927,58, passou para R$ 798,32.

Logo, mais OUTRA REDUÇÃO! Agora no valor de R$ 129,26. Uma REDUÇÃO TOTAL DE R$ 646,30 nas verbas fixas (VP e AFC) que remuneram nosso salário base e a função.

Para onde foi esse dinheiro?

Para a parte complementar do salário (Complemento Função de Confiança).

Se o subtotal 2 sofreu uma redução total de R$ 646,30, isso significa que a verba complementar, sobre a qual não incide os 25% da GS, uma vez que ela é utilizada apenas para, como diz o próprio nome, complementar a diferença entre as verbas fixas e o VR, esta verba complementar aumentou R$ 646,30, passando de R$ 493,27 em janeiro/2013 (de acordo com o exemplo acima) para R$ 1.139,57.

Para quem, em seu contracheque, possui a verba complementar, significa dizer que qualquer aumento na parte fixa só implicará em aumento do salário se o valor do aumento for superior a verba complementar, o que, no exemplo, corresponde a R$ 1.139,57. Quando antes, era necessário que o aumento fosse superior a apenas R$ 493,27, o que, portanto, representa um prejuízo futuro ou presente (dependendo do funcionário).

Sintetizando, apresentamos o seguinte quadro abaixo:

ANTES DO PLANO DE FUNÇÃO (JAN/2013)
APÓS O PLANO DE FUNÇÃO (FEV/2013)
COMO DEVERIA SER
VERBAS
(R$)
VERBAS
(R$)
VERBAS
(R$)
VENCIMENTO PADRÃO (VP)
1.653,95
VENCIMENTO PADRÃO (VP)
1.653,95
VENCIMENTO PADRÃO (VP)
1.653,95
ADICIONAL BÁSICO DE FUNÇÃO (ABF)      1.389,22
                                                                    +
ADIC. TEMP. FAT/COMI (ATFC)                      667,18
                                                                         2.056,40
ADICIONAL DE FUNÇÃO DE CONFIANÇA (antes ABF + ATFC)
1.539,36
ADICIONAL DE FUNÇÃO DE CONFIANÇA (antes ABF + ATFC)
2.056,40
GRATIFICAÇÃO SEMESTRAL
927,58
GRATIFICAÇÃO SEMESTRAL
798,32
GRATIFICAÇÃO SEMESTRAL
927,58
Subtotal verbas fixas
4.637,93
Subtotal verbas fixas
3.991,63
Subtotal verbas fixas
4.637,93
CTVF (Complemento Tempo Var. Func.)
493,27
Complemento Função de Confiança
1.139,57
Complemento Função de Confiança
493,27
VR (Valor de Referência)
5.131,20
VR (Valor de Referência)
5.131,20
VR (Valor de Referência)
5.131,20
Salário Bruto
5.131,20
Salário Bruto
5.131,20
Salário Bruto
5.131,20

PERCEBAM: Ao reduzir, portanto, a verba Adicional de Função de Confiança que é a verba que remunera a função, reduziu-se automaticamente, a gratificação semestral. E, para que o salário do funci não diminuísse, o Banco aumentou a parte complementar.

Ora, toda vez que o VP do funcionário aumentava, isso não representava aumento em seu salário bruto, porque o que ocorria era a diminuição da verba complementar para se chegar ao VR (Valor de Referência).

Agora, ficou ainda mais distante, um dia esse funcionário receber aumento em seu salário bruto, porque o Banco aumentou a parte complementar para se chegar ao VR (Valor de Referência).

VEJAM COMO SERIA DA FORMA COMO ESTÁ HOJE NO ESPELHO DO MÊS DE SETEMBRO/2013 (com a incorporação da GS às verbas sobre as quais ela incide).

APÓS O PLANO DE FUNÇÃO COM INCORPORAÇÃO DA GS ÀS VERBAS FIXAS (SET/2013)
COMO DEVERIA SER APÓS O PLANO DE FUNÇÃO COM INCORPORAÇÃO DA GS ÀS VERBAS FIXAS (SET/2013)
VERBAS
(R$)
VERBAS
(R$)
VENCIMENTO PADRÃO (VP)
1.653,95 X 125/100
2.067,43
VENCIMENTO PADRÃO (VP)
2.067,43
ADICIONAL DE FUNÇÃO DE CONFIANÇA (antes ABF + ATFC)
1539,36 X 125/100
1.924,20
ADICIONAL DE FUNÇÃO DE CONFIANÇA (antes ABF + ATFC)
2056,40 X 125/100
2.570,50
Subtotal verbas fixas
3.991,63
Subtotal verbas fixas
4.637,93
Complemento Função de Confiança
1.139,57
Complemento Função de Confiança
493,27
VR (Valor de Referência)
5.131,20
VR (Valor de Referência)
5.131,20
Salário Bruto
5.131,20
Salário Bruto
5.131,20

 

Ou seja, a perda continuou! A única mudança que houve no espelho de Setembro é que a GS foi incorporada às demais verbas fixas, apenas multiplicando-as por 125%.

O QUE NOSSOS REPRESENTANTES NO COMANDO DE NEGOCIAÇÃO PRECISAM REVERTER!!!

(PARTE II)

 

A FARSA DO MÉRITO: O ÚNICO ADICIONAL QUE NÃO ADICIONA NADA!!!!!!!

Veja, o que ocorre com o funcionário abaixo se ele tiver um mérito incorporado!

Embora ele acrescente essa verba ao seu salário, o seu salário PERMANECE EXATAMENTE O MESMO. E assim ficará por mais 20 anos, que será o tempo necessário para ele poder atingir 10 méritos (R$ 1.047,50) e, com isso, ultrapassar o Complemento de Confiança que ficou em R$ 1.034,82, após incorporado o primeiro “adicional” (que de adicional não tem nada!) . Só então, após mais 20 anos como gerente de relacionamento, ele terá um acréscimo de R$ 12,68 (doze reais e sessenta e oito centavos) ao seu salário bruto por tanto mérito acumulado em sua carreira!

O seu salário, contudo, poderá demorar menos do que 20 anos para aumentar porque ele passará para o módulo avançado com 2 anos de atuação na gerência, uma vez que o VR do gerente personalizado avançado é maior. Mas, pelo mérito... Bem, não existe mérito!!!

O Banco criou um adicionou que não adiciona!!! Isso é um desrespeito com os funcionários! Faz acreditar que isso aumenta o salário, quando, na verdade, não aumenta!!!

ESPELHO DO FUNCIONÁRIO SEM ADICIONAL DE MÉRITO
ESPELHO DO FUNCIONÁRIO COM ADICIONAL DE MÉRITO
VERBAS
(R$)
VERBAS
(R$)
VENCIMENTO PADRÃO (VP)
 
2.067,43
VENCIMENTO PADRÃO (VP)
2.067,43
ADICIONAL DE FUNÇÃO DE CONFIANÇA (antes ABF + ATFC)
 
1.924,20
ADICIONAL DE FUNÇÃO DE CONFIANÇA (antes ABF + ATFC)
1.924,20
ADICIONAL DE MÉRITO
(-----)
ADICIONAL DE MÉRITO
104,75
Subtotal verbas fixas
3.991,63
Subtotal verbas fixas
4.096,38
Complemento Função de Confiança
1.139,57
Complemento Função de Confiança
1.034,82
VR (Valor de Referência)
5.131,20
VR (Valor de Referência)
5.131,20
Salário Bruto
5.131,20
Salário Bruto
5.131,20