terça-feira, 14 de julho de 2015

Carta de Agradecimento


NOSSO AGRADECIMENTO É UM CONVITE À AÇÃO, AO ENGAJAMENTO!
(Esta carta pode parecer longa. Mas é ainda menor  que o tamanho de nossa tarefa)
Esta carta é um agradecimento e um chamado aos 2638 eleitores e eleitoras da CHAPA 2 a organizarmos a maior oposição para resgatarmos – definitivamente – nosso sindicato.
            É claro que nós temos que agradecer. A cada colega que contribuiu de seu modo para resgatar nosso sindicato de volta para os bancários e bancárias.
            Desde quem deu seu voto, o que, em várias circunstâncias não foi nada fácil. Que o digam os bancários e bancárias dos edifícios do Banco do Nordeste no Passaré, que tiveram de enfrentar mesários indicados pela Comissão Eleitoral, totalmente alinhados à chapa situacionista, que ameaçavam a todo instante, suspender a votação – e suspenderam diversas vezes, bem como ameaçavam impugnar a urna, além de atrasarem todo o processo. Urnas conduzidas por mesários que chegavam ao Passaré mais de 11h30, paravam para almoço às 12h30 e só retornavam quase 16h, encerrando às 17 horas. Foram vários os colegas que tentaram por três, quatro, seis, até oito vezes ou mais votar, sem conseguir.
            A chapa situacionista tentou responsabilizar nossa chapa que defendeu a urna itinerante nos blocos para facilitar o processo como foi em 2012. O fato é que a urna ficou fixa – e não itinerante - por horas num único ambiente – numa operação tartaruga para coleta dos votos. Isso levou vários colegas de outros ambientes a terem – por diversas vezes – que deslocar-se à procura da urna. Esta manobra da chapa situacionista tinha como único objetivo evitar a votação na CHAPA 2.    
Isso ficou comprovado com a expressiva votação da Chapa 2 no Passaré, obtendo mais de 75% dos votos válidos. E só não foi mais porque a operação de desgaste realizada pela burocracia sindical que comanda nosso sindicato fez com que fossem coletados 150 votos a menos que há 3 anos.
            Situações semelhantes ocorreram no prédio da Caixa Econômica da av. Almirante Barroso e da avenida Barão de Studart, onde a urna – no turno da manhã – só apareceu no último dia.
            Em outras agências do Banco do Brasil, Caixa Econômica e Banco do Nordeste, os roteiros das urnas foram desviados com o propósito claro de dificultar a coleta dos votos em agências onde a maioria dos colegas ou quase totalidade votava na chapa 2.
            Dos 3 mesários, a chapa situacionista tinha o controle de 2 mesários e – utilizando-se dessa vantagem – buscou obstruir a votação em diversos locais onde a Chapa 2 tinha maioria.
            Um processo viciado, anti-democrático e profundamente desrespeitoso com a imensa maioria dos colegas.
            Apesar de tudo isso, ainda alcançamos um total de mais de 42% dos votos válidos no cômputo geral.
            Mas, de tudo, ficam algumas lições. A principal delas é:
1.     Nosso sindicato só será resgatado se todos participarem. Todas e todos sem exceção.
- Foram poucos os colegas que tiraram férias ou folga para atuar como fiscais no processo. ATENÇÃO: Só bancários podem atuar como fiscais!
- Muitos colegas não estavam filiados (as).
- Foram poucos os colegas para percorrer as unidades do interior do estado.
- Foram poucos os colegas que compareceram à Assembleia para escolha da Comissão Eleitoral. Decisivo para como o processo se daria.
            Estas não podem ser tarefas apenas de uma chapa, mas de todos os bancários e bancárias. Precisamos contar com a participação de cada colega.
            Diante de tudo isso, percebemos que não basta que os colegas esperem mais 4 anos para novamente votar na oposição.
            Nós que não aceitamos mais ser humilhados, desrespeitados e até mesmo agredidos em alguns locais de votação. Nós que não aceitamos uma direção sindical que monta uma farsa política de péssimo gosto toda época da campanha salarial.
            Nós todos e todas temos de estar juntos e juntas.
            Todos somos a oposição. E seremos uma oposição organizada.

O QUE ISSO SIGNIFICA?
I.                   Se você não é filiado (a), filie-se! Porque só quem participa dos encontros e espaços de decisão é quem é filiado (a).
II.                 Se você tem pouco tempo para contribuir, contribua como puder, divulgando nossas mensagens, coletando emails de colegas, participando pelo menos dos encontros sindicais quando houver, sendo delegado (a) sindical no seu local de trabalho.
III.              Acompanhe nossa página “Resgatar o Sindicato para os Bancários” no facebook. Ela continuará ativa. O link é: https://www.facebook.com/resgatarosindicato?fref=ts

Só não vale é ficar parado(a)!
Serão 4 anos intensos na luta para resgatar nosso sindicato. E já começou! Não vamos nos dispersar.
Mal foram eleitos, e os atuais diretores chamaram de maneira quase clandestina uma assembleia para eleição de delegados e delegadas para o Congresso Regional e Nacional dos Bancários e o Encontro de Funcionários do Banco do Nordeste. O primeiro só foi publicado no site do sindicato no fim da última sexta-feira. Já o dos colegas do Banco do Nordeste nem mesmo no jornal do sindicato apareceu!
De fato, o sindicato é de uma parte dos bancários, daqueles e daquelas que fazem parte do consórcio político da CUT/Artban e CTB ou que são beneficiados por este consórcio.
Nós, que somados aos até ontem desfiliados e desfiliadas e tantos outros que não votaram – somos a maioria – precisamos retomar nosso sindicato. É uma tarefa grande, coletiva e exige de todas e todos.

Nosso agradecimento é um convite à ação!
Vamos juntos resgatar nosso sindicato!





quarta-feira, 1 de julho de 2015

PROPOSTAS PARA RESGATAR NOSSO SINDICATO

VAMOS RESGATAR:
1.    - A INDEPENDÊNCIA FRENTE AOS GOVERNOS E PATRÕES;

COMO É HOJE:
Ø  A diretoria do Sindicato e a CONTRAF-CUT ao qual está vinculada age de acordo com os interesses do governo. Faz propaganda e publicidade de que vai lutar pela categoria. Mas não faz nada para encaminhar a luta concretamente.
Ø  Posam em fotos com líderes do governo e fazem suas campanhas eleitorais. E assim procuram acabar logo com as greves para não prejudicar suas eleições.
Ø  Na hora em que a Fenaban apresenta a proposta geral, a maioria do Comando Nacional resolve por fim à greve, sem negociar nenhuma pauta específica dos bancos públicos.

COMO É A MUDANÇA:
Ø  Nosso compromisso é com nossa categoria. Levaremos até o fim a luta por todas as nossas reivindicações com assembleias e mobilizações de verdade e não apenas para publicar fotos no jornal.
Ø  Organizaremos tudo isso com participação ampla da categoria.
Ø  Na época da campanha salarial e durante todo o ano, pressionaremos permanentemente pelo atendimento das reivindicações específicas de cada banco.
Ø  FIM da Encenação Sindical que trai todos os anos a categoria.
                                     
2- A DEMOCRACIA E PARTICIPAÇÃO;

COMO É HOJE:
Ø  Raras reuniões de Delegados Sindicais;
Ø  Não há qualquer instrumento de comunicação de delegados sindicais;
Ø  Não há delegados sindicais nos bancos privados;
Ø  A Tribuna Bancária é um jornal de propriedade da diretoria do sindicato. Sem participação.
Ø  Não há calendário de visitas programadas nem na capital, nem no interior do estado.
Ø  Assembleias enfadonhas totalmente controladas de forma autoritária pela atual diretoria.

COMO É A MUDANÇA:
Ø  Plenárias Mensais de Delegados Sindicais;
Ø  Boletim de Delegados Sindicais;
Ø  Espaço no Tribuna Bancária aberto a toda a categoria;
Ø  Calendário programado de visitas na capital e interior do estado. Com publicidade no site do sindicato.
Ø  Realização do Planejamento Estratégico e Participativo;
Ø  Assembleias participativas e democráticas:

COMO?
Hoje: A diretoria do sindicato fala por horas na mesa, defende sua proposta e ainda se inscreve novamente para defender. No final, ficam poucas falas para os presentes na assembleia se pronunciarem.
MUDANÇA: A diretoria apresenta as propostas e depois abre para o debate amplo de todos os presentes, inclusive ela, de maneira igualitária, equilibrada.
HOJE: Se a diretoria do sindicato perde uma proposta na assembleia, ela não encaminha, deslegitima e desmobiliza.
MUDANÇA: A diretoria do sindicato respeitará e encaminhará todas as decisões de assembleia e não apenas as que lhe convém.

3- A ÉTICA E TRANSPARÊNCIA;

Ø  Prestação de contas semanal no site do sindicato;
HOJE: Prestação de contas anual e genérica, sem especificação ou detalhe de qualquer gasto realizado.
MUDANÇA Com informações sobre entradas e saídas, nota fiscal, fornecedor e finalidade especificada.

Ø  Assembleia de Aprovação das contas do Sindicato com ampla divulgação;
HOJE: Assembleia de prestação de contas com quase nenhuma divulgação. E ainda sem que a categoria antes tenha acesso aos detalhes da prestação de contas que – por sinal – nunca é detalhada.
MUDANÇA: Assembleia de prestação de contas com ampla divulgação em todos os locais de trabalho, não apenas através de jornal e site, mas através de delegados sindicais e com visitas às agências;
- Envio para email de todos os bancários com um mês de antecedência do relatório de Prestação de Contas Anual para aprovação.

Ø  Fim do pró-labore.
HOJE: Diretores liberados pelo sindicato, além do salário e benefícios que recebem como qualquer outro bancário, ainda recebem uma remuneração extra mensalmente. E não é para despesas com ajuda de custo não. Porque para isso, eles já são corretamente ressarcidos.
A MUDANÇA: Todos os diretores e diretoras do sindicato receberão o salário que possuem na categoria normalmente. Serão ressarcidos de despesas com atividades sindicais realizadas a serviço da categoria. MAS NÃO RECEBERÃO QUALQUER REMUNERAÇÃO EXTRA.

Ø  Fim do Desconto Assistencial.
HOJE: Toda campanha salarial, independente do tamanho e do volume dos custos, a diretoria do Sindicato estabelece desconto sobre nossos salários para “arcar” com custos da greve. E – DETALHE: Sem fazer qualquer prestação de contas com relação ao que foi gasto.
A MUDANÇA: As despesas com a campanha salarial serão custeadas pelos recursos disponíveis já pelo sindicato. E todas elas terão prestação de contas detalhada com o que foi gasto, com número de nota fiscal, fornecedor, finalidade, etc.

Ø  Fim do Imposto Sindical.
HOJE: Uma vez por ano é descontado de todos os bancários – filiados ou não – 1% sobre seu salário para título de imposto sindical. Essa é uma imposição da legislação. Mas que a diretoria do Sindicato poderia devolver e não o faz.
A MUDANÇA: Compreendemos que qualquer contribuição sindical deve ser voluntária. Por isso, devolveremos à categoria o valor do imposto sindical que é cobrado compulsoriamente de cada colega.

Ø  Publicação das atas da diretoria no site do sindicato;
HOJE: Ninguém sabe o que a diretoria do sindicato discute e aprova, nem em que são gastos nossos recursos.
A MUDANÇA: Todos saberão o que foi discutido e aprovado em cada reunião da diretoria do sindicato.

Ø  Auditoria das contas do sindicato;

Ø  Eleição do Conselho Fiscal independente da Diretoria Executiva, a partir da Reforma Estatutária.

4- A CREDIBILIDADE NO SINDICATO;

HOJE:
Ø  A diretoria do Sindicato age sem transparência. Nós, bancárias e bancários, não sabemos no que são gastos os recursos arrecadados. A prestação de contas é genérica e sem acesso prévio por parte da categoria.
Ø  As decisões são tomadas sem a devida publicidade. Ninguém tem acesso ao que foi discutido e aprovado nas reuniões de diretoria.
Ø  A diretoria do sindicato se apropriou do nosso sindicato como se fosse uma propriedade particular dos diretores.

A MUDANÇA:
Ø  Daremos publicidade de todos os nossos atos com publicação no site, jornal e em reuniões nas agências. Todos terão acesso à – pela primeira vez – prestação semanal de contas com detalhamento de cada valor gasto e arrecadado;
Ø  As decisões serão públicas. Divulgaremos eletronicamente toda semana ata das reuniões da diretoria, conselho fiscal e qualquer outra instância representativa. Haverá um link na aba “TRANSPARÊNCIA” apenas para essa finalidade;
Ø  O Sindicato agora será de todas as bancárias e bancários e não mais de um consórcio de grupos que dele se apropriou há décadas.

5- NOSSAS LUTAS

Ø  - O Piso do DIEESE;
Ø  - A Jornada de 6 horas;
Ø  - A luta por isonomia;
Ø  - Planos de Funções que garantam perenidade na carreira;

Ø  - Contra as Demissões Imotivadas