GREVE
POR DIGNIDADE
Nós já sabemos
o que ocorre todo ano. Um quadro permanente de desmobilização da categoria, de
ausência das direções sindicais e de imensa pressão cotidiana a que somos
submetidos.
Durante
o ano inteiro, nenhuma questão que realmente interesse a nós bancários é, de
fato, negociada. Em nenhum momento, os Bancos sentem nossa pressão.
Na
iniciativa privada, a direção do Sindicato faz uma greve parcial,
desproporcional com a força que dizem ter nesse setor da categoria. E não
conseguem sequer arrancar coisas mínimas como organização por local de trabalho
ou um piso salarial decente.
Nem
mesmo pedem um reajuste condizente com os expressivos lucros e produtividade do
sistema financeiro, apresentado pautas rebaixadas feitas como se houvessem sido
encomendadas pelos patrões. Será que não foram?
Nos
bancos federais, o quadro é de conivência com as direções dos Bancos,
apresentando como grandes vitórias “propostas” que sequer contemplam um único
ponto de antigas demandas como perdas históricas, isonomia, Plano de Cargos e
Salários capaz de garantir salários dignos durante a vida laboral, piso
salarial e condições de trabalho.
Mesmo
entre os bancos federais são várias as desproporções, sendo o Banco do Brasil o
único a não pagar pela substituição de nenhum cargo (a não ser da gerência
geral) e ter a menor remuneração de um caixa executivo, por exemplo.
Em
meio a tudo isso, há uma estratégia de submeter tudo à mesa da Fenaban,
deixando de lado pontos importantes a serem avançados nos bancos federais. Esta
artimanha tem como único objetivo esconder o governo, patrão nos bancos
federais, das negociações. Essa blindagem do governo é feita a partir da
cumplicidade de burocracias sindicais que já há algum tempo não representam os
nossos interesses.
Infelizmente,
a diretoria de nosso sindicato mostra mais uma vez que não tem qualquer
compromisso com a categoria, fazendo parte deste jogo orientado por um Comando
Nacional (CONTRAF-CUT) que detém ainda controle sobre parte considerável dos
sindicatos.
NÓS
RESISTIMOS!
“Se não houver frutos, valeu a beleza das flores;
se não houver
flores, valeu a sombra das folhas;
se não houver
folhas, valeu a intenção da semente”.
Maurício Francisco Ceolin
Contudo,
nós bancários cearenses mostramos que continuamos resistindo. E não
estamos sozinhos. Em outros estados do país, bancários têm mostrado sua
insatisfação e buscado fazer valer a nossa voz!
As
direções sindicais traidoras e os patrões pretendem nos desmobilizar, jogando
com nossa descrença, ceticismo e decepção.
Mas
não são estes os combustíveis que devem nos alimentar. O que nos move é a
indignação, a esperança e a crença de que só com a força de todos juntos
podemos vencer os obstáculos. E venceremos.
Mostramos
mais uma vez o que queremos e não aceitamos qualquer tipo de manobra.
A
ARMAÇÃO ENCENADA
Estava
tudo pronto para acabar com nossa greve. Ano inteiro sem mobilização e
informação nas unidades de trabalho. Assembleias com pouca participação. E o
mesmo script: Na primeira proposta que os bancos federais apresentassem após a
mesa da Fenaban, o Comando Nacional indicaria a aceitação, sem sequer buscar
avançar mais.
Entretanto,
a direção sindical do Ceará, logo de início, na assembleia realizada dia
26/09/2012 (quarta-feira), convocada às pressas, sentiu a pressão do conjunto dos
colegas que não estavam nada satisfeitos com a proposta da Fenaban e as
específicas do BB, CEF e BNB.
Isso
levou a diversas tentativas, por parte da direção do sindicato, de manobrar
votações já realizadas pela assembleia. E ainda, ao final, a diretoria do
sindicato, não conseguiu disfarçar sua divisão e reais propósitos, quando se
dividiu completamente. Uma parte defendendo a aceitação de todas as propostas.
E outra defendendo a aceitação da Fenaban e rejeição nos bancos federais.
O
conjunto dos colegas, cansados das manobras da diretoria do sindicato, rejeitou
todas as propostas, pois não contemplavam nem de perto questões fundamentais à
categoria, como o piso, PCR, isonomia, condições de trabalho. E, no caso do BB,
fim do PSO e da lateralidade, por exemplo.
A LUTA CONTINUA!
Resistimos
às pressões de diversos administradores para voltar ao trabalho e mantivemos a
nossa greve até o momento em que pudemos, diante de um Comando Nacional que não
negocia em nosso nome e que dividiu a categoria em todo o país.
E
mostramos que, apesar de toda a armação das burocracias sindicais e da pressão
por parte dos Bancos, não nos arrancaram a voz, a nossa capacidade de se
organizar e lutar por nossos direitos.
E
esta é a principal lição que fica: Na vitória ou na derrota, na paz ou na
guerra, estaremos todos juntos!
Este
é o desafio: o de permanecermos unidos o ano inteiro. Afinal, outras primaveras
virão.
Este
também é o convite para que ampliemos ainda mais o MOVIMENTO RESGATAR O SINDICATO PARA OS BANCÁRIOS. Um movimento do
qual você já faz parte, que despontou na última eleição para a diretoria de
nosso sindicato.
Um
movimento plural, amplo, democrático, diverso. Isto porque nós, bancários,
temos a capacidade de nos auto-organizar. E entendemos que o sindicato não pode
ser de grupo A ou B, mas de todos, e deve estar a serviço dos bancários. De ter
independência e autonomia frente a partidos e governos. E de ser democrático,
garantindo a expressão consciente e livre das diferenças, acatando a decisão da
maioria, e comportando-se com a mais absoluta ética e transparência como devem
ser todas as ações daqueles/as que provisoriamente exercem alguma função de
representação.
Nós
não precisamos de “sindicalistas” ou “burocratas experientes”, nós somos todos
bancários e temos de tomar o movimento em nossas mãos. Somos capazes de definir
livremente qual rumo seguir. Errando ou acertando. Mas, sempre, JUNT@S.
PARTICIPE! ENTRE EM CONTATO CONOSCO: resgatarosindicato@gmail.com
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