Protocolizamos na sede do sindicato quase duzentas assinaturas colhidas num único dia, solicitando assembleia para quarta-feira, hoje.
Direção do Sindicato chamou uma reunião para ontem, terça-feira, sem qualquer caráter deliberativo e apostou no esvaziamento.
Reservou uma sala pequena apenas.
Nós divulgamos a todos/as. Deu mais de 250 colegas (numa convocação rápida, massiva e persistente feita pela oposição).
Eles tiveram que deslocar o local da reunião para o pátio (onde normalmente costumam ocorrer as assembleias).
Ficou nítido o quanto não estão "nem aí" para a base.
Chegaram a dizer: "Nós não estávamos preparados para receber os bancários"
Um absurdo!
Apesar de falas de membros da oposição e de base que questionaram porque o sindicato não entraria com ações, como fez Curitiba, sobre mobilização, etc.
A direção do sindicato insistiu no discurso do "que não havia nada a fazer". E que "todos tivessem calma" para decidir o que iriam fazer.
Disse que a decisão era "individual" e não poderia haver pressão.
Ora, a direção do sindicato que deveria nos representar e defender os nossos interesses não faz nada e deixa cada um por si.
Um show de absurdos, água fria e apenas um "painel de perguntas e respostas", baseada na própria apresentação do Banco.
Ainda contou com uma fala da assessoria jurídica, que só reafirmou a lógica do patrão, e de que a justiça decide agora tudo "tecnicamente", que não há julgamento político.
Ora, nós sabemos muito bem que "tecnicamente", está havendo redução de salário por reduzir a jornada.
Argumentos existem para tudo. E, no direito, como em qualquer lugar, se você não tenta, não consegue nada.
O mínimo que poderia ser feito era o que está fazendo o Sindicato de Curitiba, entrando com ações para resguardar o salário do bancário (a).
A justiça pode dar ou negar. Agora se não vai atrás, certamente não teremos nunca nada.
Até as ações dos assistentes, a direção do Sindicato ficou protelando o quanto pôde até entrar, alegando que o judiciário daqui é conservador. E sempre as mesmas alegações.
Esperava-se mais de uma direção que deveria nos representar.
Agora, precisamos aguardar resultados de outras Assembleias e reuniões pelo país, para ver se teremos algum horizonte menos apático, ante tudo o que o Banco vem fazendo contra os trabalhadores/as.
Mais, uma vez ficou patente que falta liderança capaz de apontar novos rumos e defender nossos interesses.
Mas devemos seguir vigilantes e na luta sempre!
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