quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

MAIS UM GOLPE: IMPLANTAÇÃO DE NOVO PLANO DE COMISSÕES.


BOLETIM NR. 01                           BANCO DO BRASIL                 JANEIRO/2013

MOVIMENTO RESGATAR O SINDICATO PARA OS BANCÁRIOS

MAIS UM GOLPE: IMPLANTAÇÃO DE NOVO PLANO DE COMISSÕES.
BOM PRA PRESSIONAR!
A Gestão de Pessoas do Banco do Brasil está dando um baile de autoritarismo.
Não bastasse o cotidiano absurdo de pressão avassaladora de metas irreais sobre o conjunto dos colegas. (Metas feitas para que ninguém alcance e, assim, não pagar a PLR justamente para os que realmente ralam todos os dias) ...
Jogou ainda com uma pressão nunca antes vista no Banco do Brasil para pagamento de horas da greve.
Implementa uma IN – 383 que fere princípios constitucionais da liberdade de expressão.
E agora implementará, sem qualquer discussão, um novo Plano de Comissões, obrigando a todos os que não são do “público-alvo” a aceitarem em até 6 dias, sob pena de descomissionamento.

QUAIS OBJETIVOS DO BANCO COM O NOVO PC (Plano de Comissões)?
O Banco não apresentou o Plano ainda. Só o fará depois de já implantado!
Mas, das suas premissas, e de tudo que levou o Banco a ter que formular um novo Plano de Comissões, algumas conclusões parciais já podemos ter:
1)      O Banco implementará um novo Plano de Comissões porque está perdendo na justiça todas as ações de 6 horas (ou sua imensa maioria), criando jurisprudência e um grande passivo trabalhista;

2)      Diante disso, “permite” aos funcionários enquadrados no “público-alvo” que permaneçam como estão: comissão de 8 horas, no Plano atual, com mesma remuneração; e aí ficam “congelados”, sem ascensão profissional, a menos que adiram ao novo Plano, o que poderão fazê-lo a qualquer tempo. Ou seja, ou você “aceita” ficar como está (sem qualquer ganho, sem o reconhecimento de que seu trabalho é de 6 horas) ou você migra para um novo Plano, certamente com redução de salário (certamente é uma inferência de quem escreve estas considerações) ou ainda aceita uma nova comissão de 8 horas.
Como o Banco percebeu que uma possível vitória das 6 horas junto a assistentes e outros cargos, poderia provocar um “efeito dominó” (arquitetos e engenheiros, por exemplo, em vários locais, inclusive aqui no Ceará, já trabalham 6 horas, sem redução de salário) e estimular outros funcis, por exemplo, da gerência média, a ingressar contra o Banco, solicitando o direito de trabalhar 6 horas – VERDADEIRA JORNADA LEGAL dos bancários, o Banco apressa-se em mudar o Plano de Comissões para:
3)      Com esta mudança, as Comissões terão novas atribuições, de modo a salvaguardar o Banco contra novos processos jurídicos;
4)      O Plano não tem nada de voluntário. Porque no caso do público-alvo ou você mantém-se congelado naquele cargo o resto da vida funcional ou você migra para outro, com perda salarial. Em ambos os casos, sem qualquer direito a questionamento.
5)      O Plano é autoritário. No caso do público “não-alvo”, ou VOCÊ ADERE OU PERDE A COMISSÃO” em 6 dias.

DIREÇÕES SINDICAIS PELEGAS NÃO TÊM RESPEITO!
O Banco não tem respeitado o movimento sindical.
Mas como respeitar um movimento, cujas direções (em sua maioria) defendem cordeiramente as pseudo-propostas que o Banco apresenta nas Comissões de enrolação durante a greve?
No dia 28/01, quando os funcis já poderão ser “atendidos” em suas dúvidas pela Central de Atendimento do Banco, é que os sindicatos terão acesso às primeiras informações do Plano.
Essa novela é antiga. Na implantação do último PCR, a situação foi tão vergonhosa que a proposta que as entidades sindicais haviam rejeitado foi implantada e depois a maioria das direções sindicais, que em nada nos representam, passaram a dizer que foi uma vitória.
É PRECISO SE MEXER!
1)      É urgente que a Direção de nosso Sindicato convoque uma Assembleia com todos os Funcionários do Banco do Brasil na próxima semana, com participação do setor jurídico da entidade.
2)      NÃO ASSINE NADA até última orientação!
3)      Propomos que a Assembleia se realize na QUARTA-FEIRA DA PRÓXIMA SEMANA, quando já teremos informações sobre o Plano e antes do prazo final dado pelo Banco, dando-nos condições de nos mobilizarmos.
4)      As direções Sindicais devem cobrar a PRORROGAÇÃO DO PRAZO para discussão do Plano de Comissões com todos os colegas.
5)      É fundamental convocar um ATO NACIONAL de mobilização de todos os funcis do Banco do Brasil!

Na última greve... ESTAMOS DE OLHO!!!
Maioria das direções sindicais apresentou proposta do Banco com relação à jornada de 6 horas como grande avanço.
Não esquecemos que o novo Plano de Comissões foi apresentado como grande conquista na última campanha salarial, pois seria implantada uma nova comissão de seis horas. Apesar de genérica, de nenhum compromisso por parte do Banco. Pelo contrário, foi exigido que os sindicatos se comprometessem com a implantação de um plano que até agora nem as direções sindicais têm acesso.

Um comentário:

  1. Ailton,
    até o tópico número 5, você está da primeira parte, você está correto.

    Os outros 5 da parte de baixo, é somente uma posição política de oposição à Contraf e nada mais.
    As acusações não fazem sentido

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